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terça-feira, 21 de setembro de 2010

ATIREM NOS SUSPEITOS

ATIREM NOS SUSPEITOS


A rua foi fechada.O quarteirão estava todo cercado.
Eram várias as viaturas que estavam no local: Rocam,
Rota, Deic, Garra e resgate dos Bombeiros todos de
prontidão.
No local da ocorrência não se tinha informações sobre
o que acontecia, porém cá fora o clima de tensão pairava
no ar.
Policiais armados suavam frio, todos com o dedo no
gatilho; quem era o alvo ainda não sabiam.
O local era uma joalheria.
Através de negociações por telefone os policiais
souberam se tratar de um assalto onde três ladrões
fizeram sete pessoas reféns.
Todos estavam trancados no banheiro e por isso a
polícia não via ninguém. Já haviam se passado cinco
horas e começaram as exigências.
_A gente vai sair daqui tudo junto,na moral; disse uma
voz lá de dentro.
Do lado de fora não se podia ver as pessoas,só ouvir as vozes.
O tempo estava passando, eles disseram que sairiam com a mão para cima e isso não aconteceu.
De repente uma voz anuncia;
_Estamos saindo. Uma porta no fundo da joalheria se abre e começam a sair.
Os snipers estão à postos para derrubar o inimigo, basta uma ordem de comando. Quando saíam da joalheria os que estavam na frente com as mãos levantadas, viram a quantidade de policiais que os aguardavam e decidiram voltar.
Os policiais vendo que desistiram de se entregar esperavam a ordem que veio primeiro aos snipers e dois disparos foram feitos e dois corpos foram ao chão.
A polícia agiu muito rápido, jogando bomba de gás lacrimogêneo no local e invadindo em seguida.
Lá dentro dois corpos no chão e mais disparos foram feitos.
Aqueles corpos que foram alvejados agora caídos no chão ensangüentados em meio a fumaça de gás gemiam e pediam socorro aos seus algozes policiais que os chutavam e mesmo agonizando foram algemados.
No meio da fumaça sete pessoas são resgatadas e três corpos ficam algemados, ensangüentados e agonizando no chão da joalheria.
Todos os outros foram levados para a ambulância e no meio do tumulto três dos resgatados saíram da mesma a pé. Roubaram um carro e sumiram ninguém mais viu.
Voltando à joalheria na identificação dos corpos que lá ficaram no chão algemados, ensangüentados, agonizando pedindo socorro agora em silêncio por estarem sem vida, descobriram ser um casal e uma vendedora, todos negros.
Os policiais disseram que, por não saberem quem eram os assaltantes suspeitaram do casal, pois o homem trajava bermuda, boné e tênis, a mulher mini saia e sandália e a vendedora uma linda mulher negra, disseram achar ser comparsa do casal.
As testemunhas que foram socorridas relataram que os assaltantes trajavam paletós e gravatas, os três tinham a pele clara, olhos azuis outro verde e aparentavam a idade aproximada de vinte e cinco a trinta anos.
Apesar de frustrado o assalto à joalheria, saíram todos
ilesos e prontos para outra em qualquer lugar, pois as características que possuem sabem que na sociedade racista não seriam culpados nem condenados tão pouco suspeitos.

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