quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ATIREM NOS SUSPEITOS


A rua foi fechada. O quarteirão estava todo cercado.
Eram várias as viaturas que estavam no local: Rocam, Rota, Deic, Garra e resgate dos Bombeiros todos de prontidão.
No local da ocorrência não se tinha informações sobre o que acontecia, porém cá fora o clima de tensão pairava no ar.
Policiais armados suavam frio, todos com o dedo no gatilho. Quem era o alvo ainda não sabiam.
O local era uma joalheria.
Através de negociações por telefone os policiais souberam se tratar de um assalto onde três ladrões fizeram sete pessoas reféns.
Todos estavam trancados no banheiro e por isso a polícia não via ninguém. Já haviam se passado cinco horas e começaram as exigências.
_A gente vai sair daqui tudo junto, na moral; disse uma voz lá de dentro.
Do lado de fora não se podia ver as pessoas, só ouvir as vozes.
O tempo estava passando, eles disseram que sairiam com a mão para cima e isso não aconteceu.
De repente uma voz anuncia;
_Estamos saindo. Uma porta no fundo da joalheria se abre e começam a sair.
Os snipers estão à postos para derrubar o inimigo basta uma ordem de comando. Quando saíam da joalheria os que estavam na frente com as mãos levantadas, viram a quantidade de policiais que os aguardavam e decidiram voltar.
Os policiais vendo que desistiram de se entregar, esperaram a ordem que veio primeiro aos snipers e dois disparos foram feitos e dois corpos foram ao chão.
A polícia agiu muito rápido, jogando bomba de gás lacrimogênio no local e invadindo em seguida.
Lá dentro dois corpos no chão e mais disparos foram feitos.
Aqueles alvejados caídos no chão ensangüentados em meio a fumaça de gás gemiam e pediam socorro aos seus algozes policiais que os chutavam e
mesmo agonizando foram algemados.
No meio da fumaça sete pessoas são resgatadas e três corpos ficam no chão da joalheria.
Todos os outros foram levados para a ambulância e no meio do tumulto três dos resgatados saíram da mesma a pé, roubaram um carro e sumiram ninguém mais viu.
Voltando à joalheria na identificação dos corpos que lá ficaram no chão ensanguentados, agonizando pedindo socorro agora em silêncio por estarem mortos descobriram ser um casal e uma vendedora, todos negros.
Os políciais disseram, que por não saberem quem eram os assaltantes, suspeitaram do casal, pois o homem trajava bermuda, boné e tênis, a mulher mini saia e sandália e a vendedora uma linda mulher negra,disseram achar ser comparsa do casal.
As testemunhas que foram socorridas relataram que os assaltantes trajavam paletós e gravatas, os três tinham a pele clara, olhos azuis outro verde e aparentavam a idade aproximada de vinte e cinco a trinta anos.
Apesar de frustrado o assalto à joalheria, saíram todos ilesos e prontos para outra em qualquer lugar, pois as características que possuem sabem que na sociedade racista não seriam culpados nem condenados tão pouco suspeitos.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Poema da  amiga Alexandra

Amizade em vermelho e branco

A amizade é bonita.
Sim, muito bonita
Mas somente é bonita quando a mesma é vivida,
com a mais pura sinceridade.
Porque na verdade, só assim, é que existe amizade de verdade.
Ser sincero é muito bom.
E para isso, é preciso muito amor
mais aí é que está...
Cheguei ao ponto que queria.
Pois amar não é assim
não acontece ao piscar, mas muitas vezes ocorre da noite para o dia.
Mais enfim...
para mim amar é assim.É quando alguém faz por merecer
É quando alguém de algum modo cativa você
É quando alguém com um sorriso consegue te comover
Amar é assim...
Assim...
Como amo você !!
É´o amor que na verdade fortalece nossa amizade
É o amor que converte até a mais bruta realidade
Amor é assim, é o que arde em nosso peito
É aquilo que eu sinto...
Que sinto com certeza quando te vejo.



Poema da amiga Liziane

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CHEGOU MINHA VEZ, poema musicado

JANELAS ESTÃO ABERTAS

O vento sacudia as janelas
As cortinas balancavam
Pelas frestas arbitrárias
Da alma
Das portas
De pensamentos ondulantes
Ouvia-se um uivo
Como se a espreita
Além do vento
No escuro da noite fria
Um lobo
Uma fera
Algo inumano
Convidasse ao mergulho
Lágrimas faiscavam e
Ao cair contrastavam com o escuro
De uma sala abandonada
Desafiando o vento que soprava
E não as podia apagar
Lágrimas como estrelas na orbita
Da Terra aprisionada
O Arlequim uma vez mais se fantasiou
Encarou-se no espelho enquanto ouvia o vento sibilante
Trazendo palavras de um tempo distante
Palavras antigas que se repetiam
"O pensamento de um Arlequim não se pode considerar"
Involuntariamente sorria
Comerciais de margarina e outras fantasias
Ardilosamente ocultas nas entrelinhas também não
Sua alma já não mais era presa
E de um dia para o outro
Embora carregada de dor
Movia-se por horizontes tão distantes quanto inexistentes
Tão reais quanto próximos
Tão vivos quanto o sopro de seu breve fôlego
Nenhum perdão era pedido
Nenhum perdão concedido
Esse momento ainda não havia chegado
Ainda não estava ele de inteiro pronto
Mas já reconhecia
Seu coração queimava e ardia
Na saraivada final do apocalipse
No instante inicial da criação
As janelas balançavam com o vento
Como se um lunatico batesse
E convidasse para o passeio
Ao som das trombetas finais
Das Furias e dos exércitos
Criados e incriados
Da final explosão do átomo
Sobre as cores da cidade
Nas ruas da desilusao
Na vertigem do desafio
De caminhar sobre o abismo
Um mar sem fim
Tão vasto o mundo
Tão curto o tempo
Era preciso apressar-se
Ou era preciso resistir

Alexandre P.S, 00.08.11



TROCANDO IDEIAS

Salve. Amanhã é o dia. Quem quiser pode chegar.
Vamos fazer uma rodade conversa e falar sobre a obra e a pessaoa de Mario Quintana.
Atividade aberta ao público. 19:30hs

CHURRASCO 0800


LOUCOS DO ASFALTO