Hei cara!
Hei cara quem você pensa que é?
Não passa de um otário
Não passa de um zé mané
Vive pipando noite e dia
e dando umas narizadas .
Depois vem me dizer que sua parada não é errada.
Que futuro tem diz pra mim,desde que iniciou
não deixará de ser assim
2,3,4 vezes você tá ligado,
a parada é irreversivél.
Seu cérebro apodrecendo e você noiado,
andando pela rua como um morto vivo.
Se já foi pessoa decente alguma vez na vida.
Vai se tornar um safado pilantra suicída.
Se achará esperto demais,vai querer
passar para trás,
todos os seus antigos camaradas.
E os caretas fora do movimento
pra você se tornarão obsoletos
Por não estarem com,você nessa
parada que você acha agradavél.
Aí cara seu futuro promissor
é cemitério.
Siga em frente
Problemas fazem parte da vida é inevitável
Superar dificuldades e solucioná-los
É o mais prático
Do que ficar reclamando e lamentando a perda.
Perspectiva objetiva se não tiver no dicionário
Pergunte ao cákis o que significa.
Aqui não é autoajuda
E não terei piedade
Minha poesia é da rua
Jogo na sua cara a verdade
O sexo oferecido na esquina
Com um saco de bala você ganha a menina.
O meu vizinho tava legal quando foi ao hospital
Mas tomou tanta canseira que acabou passando mal
Morreu no corredor.Diagnóstico
Overdose de chá de cadeira.
Tenho dificuldade em matemática
É um trauma que vem da infância
Os professores não tiveram paciência
Não esperaram que eu entendesse
E o pior é que isso continua acontecendo
Com as crianças e os adolescentes.
O Brasil não é um país racista,
Mas todo brasileiro conhece um.
A situação ta preta pra encontrar emprego
Então o jeito é trabalhar no câmbio negro
Agora veste a roupa branca pra trazer paz e felicidade
O branco abrirá as portas da sociedade.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Identidade, Raízes e Consciência
Sou descendente de africanos
Povo lindo de pele escura,
A consciência de ser seqüestrado está na mente
Diáspora inexistente
O tráfico de seres humanos fez de mim afrobrasileiro
Não vim aqui a passeio
A branca escraviza não liberta
Negro que enxerga e sente as seqüelas
Do sofrimento dos nossos antepassados
Seqüestrados ontem, hoje marginalizados
Sem reparação dos séculos de escravidão
Não existe igualdade, por isso fecho a mão
Faço parte da resistência
Não quero nada que você me ofereça
Usurpa a cultura negra e a torna popular
Se assusta temendo pra mim perder seu lugar.
Não sou Darth Vader, lado negro da força
Poder Negro na mente, lanterna verde consciente
Super Shock, dreadloks. Também uso coques
Vítimas do embranquecimento
Alisam o cabelo
Inimigas do reflexo do espelho.
Não precisa disso negra linda,
Minha rainha, se anima.
Seu cabelo é tão bonito
Dá pra trançar, deixar solto, fazer birote
E até alisar, mas desse último você não precisa
Não busque aceitação nem aprovação dos algozes
A sociedade não enxerga sua beleza
Criança precisa de referência, não de Barbie preta
Identificação, Raízes, Consciência
História linda construída com suor e lágrimas
De um povo roubado de sua mãe, ÁFRICA.
Cákis
Kkis1@hotmail.com
Literaturanobrasil.blogspot.com
cakisobrevivente.blogspot.com
Sou descendente de africanos
Povo lindo de pele escura,
A consciência de ser seqüestrado está na mente
Diáspora inexistente
O tráfico de seres humanos fez de mim afrobrasileiro
Não vim aqui a passeio
A branca escraviza não liberta
Negro que enxerga e sente as seqüelas
Do sofrimento dos nossos antepassados
Seqüestrados ontem, hoje marginalizados
Sem reparação dos séculos de escravidão
Não existe igualdade, por isso fecho a mão
Faço parte da resistência
Não quero nada que você me ofereça
Usurpa a cultura negra e a torna popular
Se assusta temendo pra mim perder seu lugar.
Não sou Darth Vader, lado negro da força
Poder Negro na mente, lanterna verde consciente
Super Shock, dreadloks. Também uso coques
Vítimas do embranquecimento
Alisam o cabelo
Inimigas do reflexo do espelho.
Não precisa disso negra linda,
Minha rainha, se anima.
Seu cabelo é tão bonito
Dá pra trançar, deixar solto, fazer birote
E até alisar, mas desse último você não precisa
Não busque aceitação nem aprovação dos algozes
A sociedade não enxerga sua beleza
Criança precisa de referência, não de Barbie preta
Identificação, Raízes, Consciência
História linda construída com suor e lágrimas
De um povo roubado de sua mãe, ÁFRICA.
Cákis
Kkis1@hotmail.com
Literaturanobrasil.blogspot.com
cakisobrevivente.blogspot.com
quinta-feira, 13 de maio de 2010
ATIREM NOS SUSPEITOS
A rua foi fechada.O quarteirão estava todo cercado.
Eram várias as viaturas que estavam no local: Rocam,
Rota, Deic, Garra e resgate dos Bombeiros todos de
prontidão.
No local da ocorrência não se tinha informações sobre
o que acontecia, porém cá fora o clima de tensão pairava
no ar.
Policiais armados suavam frio, todos com o dedo no
gatilho; quem era o alvo ainda não sabiam.
O local era uma joalheria.
Através de negociações por telefone os policiais
souberam se tratar de um assalto onde três ladrões
fizeram sete pessoas reféns.
Todos estavam trancados no banheiro e por isso a
polícia não via ninguém. Já haviam se passado cinco
horas e começaram as exigências.
_A gente vai sair daqui tudo junto,na moral; disse uma
voz lá de dentro.
Do lado de fora não se podia ver as pessoas,só ouvir as vozes.
O tempo estava passando, eles disseram que sairiam com a mão para cima e isso não aconteceu.
De repente uma voz anuncia;
_Estamos saindo. Uma porta no fundo da joalheria se abre e começam a sair.
Os snipers estão à postos para derrubar o inimigo basta uma ordem de comando. Quando saíam da joalheria os que estavam na frente com as mãos levantadas, viram a quantidade de policiais que os aguardavam e decidiram voltar.
Os policiais vendo que desistiram de se entregar esperavam a ordem que veio primeiro aos snipers e dois disparos foram feitos e dois corpos foram ao chão.
A polícia agiu muito rápido, jogando bomba de gás lacrimogêneo no local e invadindo em seguida.
Lá dentro dois corpos no chão e mais disparos foram feitos.
Aqueles corpos que foram alvejados agora caídos no chão ensangüentados em meio a fumaça de gás gemiam e pediam socorro aos seus algozes policiais que os chutavam e mesmo agonizando foram algemados.
No meio da fumaça sete pessoas são resgatadas e três corpos ficam algemados, ensangüentados e agonizando no chão da joalheria.
Todos os outros foram levados para a ambulância e no meio do tumulto três dos resgatados saíram da mesma a pé. Roubaram um carro e sumiram ninguém mais viu.
Voltando à joalheria na identificação dos corpos que lá ficaram no chão algemados, ensangüentados, agonizando pedindo socorro agora em silêncio por estarem sem vida, descobriram ser um casal e uma vendedora, todos negros.
Os policiais disseram que, por não saberem quem eram os assaltantes suspeitaram do casal, pois o homem trajava bermuda, boné e tênis, a mulher mini saia e sandália e a vendedora uma linda mulher negra, disseram achar ser comparsa do casal.
As testemunhas que foram socorridas relataram que os assaltantes trajavam paletós e gravatas, os três tinham a pele clara, olhos azuis outro verde e aparentavam a idade aproximada de vinte e cinco a trinta anos.
Apesar de frustrado o assalto à joalheria, saíram todos
ilesos e prontos para outra em qualquer lugar, pois as características que possuem sabem que na sociedade racista não seriam culpados nem condenados tão pouco suspeitos.
Eram várias as viaturas que estavam no local: Rocam,
Rota, Deic, Garra e resgate dos Bombeiros todos de
prontidão.
No local da ocorrência não se tinha informações sobre
o que acontecia, porém cá fora o clima de tensão pairava
no ar.
Policiais armados suavam frio, todos com o dedo no
gatilho; quem era o alvo ainda não sabiam.
O local era uma joalheria.
Através de negociações por telefone os policiais
souberam se tratar de um assalto onde três ladrões
fizeram sete pessoas reféns.
Todos estavam trancados no banheiro e por isso a
polícia não via ninguém. Já haviam se passado cinco
horas e começaram as exigências.
_A gente vai sair daqui tudo junto,na moral; disse uma
voz lá de dentro.
Do lado de fora não se podia ver as pessoas,só ouvir as vozes.
O tempo estava passando, eles disseram que sairiam com a mão para cima e isso não aconteceu.
De repente uma voz anuncia;
_Estamos saindo. Uma porta no fundo da joalheria se abre e começam a sair.
Os snipers estão à postos para derrubar o inimigo basta uma ordem de comando. Quando saíam da joalheria os que estavam na frente com as mãos levantadas, viram a quantidade de policiais que os aguardavam e decidiram voltar.
Os policiais vendo que desistiram de se entregar esperavam a ordem que veio primeiro aos snipers e dois disparos foram feitos e dois corpos foram ao chão.
A polícia agiu muito rápido, jogando bomba de gás lacrimogêneo no local e invadindo em seguida.
Lá dentro dois corpos no chão e mais disparos foram feitos.
Aqueles corpos que foram alvejados agora caídos no chão ensangüentados em meio a fumaça de gás gemiam e pediam socorro aos seus algozes policiais que os chutavam e mesmo agonizando foram algemados.
No meio da fumaça sete pessoas são resgatadas e três corpos ficam algemados, ensangüentados e agonizando no chão da joalheria.
Todos os outros foram levados para a ambulância e no meio do tumulto três dos resgatados saíram da mesma a pé. Roubaram um carro e sumiram ninguém mais viu.
Voltando à joalheria na identificação dos corpos que lá ficaram no chão algemados, ensangüentados, agonizando pedindo socorro agora em silêncio por estarem sem vida, descobriram ser um casal e uma vendedora, todos negros.
Os policiais disseram que, por não saberem quem eram os assaltantes suspeitaram do casal, pois o homem trajava bermuda, boné e tênis, a mulher mini saia e sandália e a vendedora uma linda mulher negra, disseram achar ser comparsa do casal.
As testemunhas que foram socorridas relataram que os assaltantes trajavam paletós e gravatas, os três tinham a pele clara, olhos azuis outro verde e aparentavam a idade aproximada de vinte e cinco a trinta anos.
Apesar de frustrado o assalto à joalheria, saíram todos
ilesos e prontos para outra em qualquer lugar, pois as características que possuem sabem que na sociedade racista não seriam culpados nem condenados tão pouco suspeitos.
Identidade, Raízes e Consciência
Sou descendente de africanos
Povo lindo de pele escura,
A consciência de ser seqüestrado está na mente
Diáspora inexistente
O tráfico de seres humanos fez de mim afrobrasileiro
Não vim aqui a passeio
A branca escraviza não liberta
Negro que enxerga e sente as seqüelas
Do sofrimento dos nossos antepassados
Seqüestrados ontem, hoje marginalizados
Sem reparação dos séculos de escravidão
Não existe igualdade, por isso fecho a mão
Faço parte da resistência
Não quero nada que você me ofereça
Usurpa a cultura negra e a torna popular
Se assusta temendo pra mim perder seu lugar.
Não sou Darth Vader, lado negro da força
Poder Negro na mente, lanterna verde consciente
Super Shock, dreadloks. Também uso coques
Vítimas do embranquecimento
Alisam o cabelo
Inimigas do reflexo do espelho.
Não precisa disso negra linda,
Minha rainha, se anima.
Seu cabelo é tão bonito
Dá pra trançar, deixar solto, fazer birote
Não busque aceitação nem aprovação dos algozes
A sociedade não enxerga sua beleza
Criança precisa de referência, não de Barbie preta
Identificação, Raízes, Consciência
História linda construída com suor e lágrimas
De um povo roubado de sua mãe, ÁFRICA.
Cákis
Kkis1@hotmail.com
Literaturanobrasil.blogspot.com
Povo lindo de pele escura,
A consciência de ser seqüestrado está na mente
Diáspora inexistente
O tráfico de seres humanos fez de mim afrobrasileiro
Não vim aqui a passeio
A branca escraviza não liberta
Negro que enxerga e sente as seqüelas
Do sofrimento dos nossos antepassados
Seqüestrados ontem, hoje marginalizados
Sem reparação dos séculos de escravidão
Não existe igualdade, por isso fecho a mão
Faço parte da resistência
Não quero nada que você me ofereça
Usurpa a cultura negra e a torna popular
Se assusta temendo pra mim perder seu lugar.
Não sou Darth Vader, lado negro da força
Poder Negro na mente, lanterna verde consciente
Super Shock, dreadloks. Também uso coques
Vítimas do embranquecimento
Alisam o cabelo
Inimigas do reflexo do espelho.
Não precisa disso negra linda,
Minha rainha, se anima.
Seu cabelo é tão bonito
Dá pra trançar, deixar solto, fazer birote
Não busque aceitação nem aprovação dos algozes
A sociedade não enxerga sua beleza
Criança precisa de referência, não de Barbie preta
Identificação, Raízes, Consciência
História linda construída com suor e lágrimas
De um povo roubado de sua mãe, ÁFRICA.
Cákis
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