quinta-feira, 29 de julho de 2010

Hei cara!



Hei cara quem você pensa que é?

Não passa de um otário

Não passa de um zé mané

Vive pipando noite e dia

e dando umas narizadas .

Depois vem me dizer que sua parada não é errada.

Que futuro tem diz pra mim,desde que iniciou

não deixará de ser assim

2,3,4 vezes você tá ligado,

a parada é irreversivél.

Seu cérebro apodrecendo e você noiado,

andando pela rua como um morto vivo.



Se já foi pessoa decente alguma vez na vida.

Vai se tornar um safado pilantra suicída.

Se achará esperto demais,vai querer

passar para trás,

todos os seus antigos camaradas.

E os caretas fora do movimento

pra você se tornarão obsoletos

Por não estarem com,você nessa

parada que você acha agradavél.

Aí cara seu futuro promissor

é cemitério.

























Siga em frente



Problemas fazem parte da vida é inevitável

Superar dificuldades e solucioná-los

É o mais prático

Do que ficar reclamando e lamentando a perda.

Perspectiva objetiva se não tiver no dicionário

Pergunte ao cákis o que significa.



Aqui não é autoajuda

E não terei piedade

Minha poesia é da rua

Jogo na sua cara a verdade



O sexo oferecido na esquina

Com um saco de bala você ganha a menina.

O meu vizinho tava legal quando foi ao hospital

Mas tomou tanta canseira que acabou passando mal

Morreu no corredor.Diagnóstico

Overdose de chá de cadeira.

Tenho dificuldade em matemática

É um trauma que vem da infância

Os professores não tiveram paciência

Não esperaram que eu entendesse

E o pior é que isso continua acontecendo

Com as crianças e os adolescentes.

O Brasil não é um país racista,

Mas todo brasileiro conhece um.

A situação ta preta pra encontrar emprego

Então o jeito é trabalhar no câmbio negro

Agora veste a roupa branca pra trazer paz e felicidade

O branco abrirá as portas da sociedade.

LÁ ADIANTE

Identidade, Raízes e Consciência




Sou descendente de africanos

Povo lindo de pele escura,

A consciência de ser seqüestrado está na mente

Diáspora inexistente

O tráfico de seres humanos fez de mim afrobrasileiro

Não vim aqui a passeio

A branca escraviza não liberta

Negro que enxerga e sente as seqüelas

Do sofrimento dos nossos antepassados

Seqüestrados ontem, hoje marginalizados

Sem reparação dos séculos de escravidão

Não existe igualdade, por isso fecho a mão

Faço parte da resistência

Não quero nada que você me ofereça

Usurpa a cultura negra e a torna popular

Se assusta temendo pra mim perder seu lugar.

Não sou Darth Vader, lado negro da força

Poder Negro na mente, lanterna verde consciente

Super Shock, dreadloks. Também uso coques

Vítimas do embranquecimento

Alisam o cabelo

Inimigas do reflexo do espelho.

Não precisa disso negra linda,

Minha rainha, se anima.

Seu cabelo é tão bonito

Dá pra trançar, deixar solto, fazer birote

E até alisar, mas desse último você não precisa

Não busque aceitação nem aprovação dos algozes

A sociedade não enxerga sua beleza

Criança precisa de referência, não de Barbie preta

Identificação, Raízes, Consciência

História linda construída com suor e lágrimas

De um povo roubado de sua mãe, ÁFRICA.





Cákis

Kkis1@hotmail.com

Literaturanobrasil.blogspot.com

cakisobrevivente.blogspot.com
tamu chegando
já rolou o lançamento do ponto e ta bem legal o grafite da sede
no mês que vem as atividades lá acontecem

paz   pra noooo´´ós

quinta-feira, 13 de maio de 2010

ATIREM NOS SUSPEITOS

A rua foi fechada.O quarteirão estava todo cercado.

Eram várias as viaturas que estavam no local: Rocam,

Rota, Deic, Garra e resgate dos Bombeiros todos de

prontidão.

No local da ocorrência não se tinha informações sobre

o que acontecia, porém cá fora o clima de tensão pairava

no ar.

Policiais armados suavam frio, todos com o dedo no

gatilho; quem era o alvo ainda não sabiam.

O local era uma joalheria.

Através de negociações por telefone os policiais

souberam se tratar de um assalto onde três ladrões

fizeram sete pessoas reféns.

Todos estavam trancados no banheiro e por isso a

polícia não via ninguém. Já haviam se passado cinco

horas e começaram as exigências.

_A gente vai sair daqui tudo junto,na moral; disse uma

voz lá de dentro.

Do lado de fora não se podia ver as pessoas,só ouvir as vozes.

O tempo estava passando, eles disseram que sairiam com a mão para cima e isso não aconteceu.

De repente uma voz anuncia;

_Estamos saindo. Uma porta no fundo da joalheria se abre e começam a sair.

Os snipers estão à postos para derrubar o inimigo basta uma ordem de comando. Quando saíam da joalheria os que estavam na frente com as mãos levantadas, viram a quantidade de policiais que os aguardavam e decidiram voltar.

Os policiais vendo que desistiram de se entregar esperavam a ordem que veio primeiro aos snipers e dois disparos foram feitos e dois corpos foram ao chão.

A polícia agiu muito rápido, jogando bomba de gás lacrimogêneo no local e invadindo em seguida.

Lá dentro dois corpos no chão e mais disparos foram feitos.

Aqueles corpos que foram alvejados agora caídos no chão ensangüentados em meio a fumaça de gás gemiam e pediam socorro aos seus algozes policiais que os chutavam e mesmo agonizando foram algemados.

No meio da fumaça sete pessoas são resgatadas e três corpos ficam algemados, ensangüentados e agonizando no chão da joalheria.

Todos os outros foram levados para a ambulância e no meio do tumulto três dos resgatados saíram da mesma a pé. Roubaram um carro e sumiram ninguém mais viu.

Voltando à joalheria na identificação dos corpos que lá ficaram no chão algemados, ensangüentados, agonizando pedindo socorro agora em silêncio por estarem sem vida, descobriram ser um casal e uma vendedora, todos negros.

Os policiais disseram que, por não saberem quem eram os assaltantes suspeitaram do casal, pois o homem trajava bermuda, boné e tênis, a mulher mini saia e sandália e a vendedora uma linda mulher negra, disseram achar ser comparsa do casal.

As testemunhas que foram socorridas relataram que os assaltantes trajavam paletós e gravatas, os três tinham a pele clara, olhos azuis outro verde e aparentavam a idade aproximada de vinte e cinco a trinta anos.

Apesar de frustrado o assalto à joalheria, saíram todos

ilesos e prontos para outra em qualquer lugar, pois as características que possuem sabem que na sociedade racista não seriam culpados nem condenados tão pouco suspeitos.

Identidade, Raízes e Consciência

Sou descendente de africanos

Povo lindo de pele escura,

A consciência de ser seqüestrado está na mente

Diáspora inexistente

O tráfico de seres humanos fez de mim afrobrasileiro

Não vim aqui a passeio

A branca escraviza não liberta

Negro que enxerga e sente as seqüelas

Do sofrimento dos nossos antepassados

Seqüestrados ontem, hoje marginalizados

Sem reparação dos séculos de escravidão

Não existe igualdade, por isso fecho a mão

Faço parte da resistência

Não quero nada que você me ofereça

Usurpa a cultura negra e a torna popular

Se assusta temendo pra mim perder seu lugar.

Não sou Darth Vader, lado negro da força

Poder Negro na mente, lanterna verde consciente

Super Shock, dreadloks. Também uso coques

Vítimas do embranquecimento

Alisam o cabelo

Inimigas do reflexo do espelho.

Não precisa disso negra linda,

Minha rainha, se anima.

Seu cabelo é tão bonito

Dá pra trançar, deixar solto, fazer birote

Não busque aceitação nem aprovação dos algozes

A sociedade não enxerga sua beleza

Criança precisa de referência, não de Barbie preta

Identificação, Raízes, Consciência

História linda construída com suor e lágrimas

De um povo roubado de sua mãe, ÁFRICA.





Cákis

Kkis1@hotmail.com

Literaturanobrasil.blogspot.com