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quinta-feira, 13 de maio de 2010

ATIREM NOS SUSPEITOS

A rua foi fechada.O quarteirão estava todo cercado.

Eram várias as viaturas que estavam no local: Rocam,

Rota, Deic, Garra e resgate dos Bombeiros todos de

prontidão.

No local da ocorrência não se tinha informações sobre

o que acontecia, porém cá fora o clima de tensão pairava

no ar.

Policiais armados suavam frio, todos com o dedo no

gatilho; quem era o alvo ainda não sabiam.

O local era uma joalheria.

Através de negociações por telefone os policiais

souberam se tratar de um assalto onde três ladrões

fizeram sete pessoas reféns.

Todos estavam trancados no banheiro e por isso a

polícia não via ninguém. Já haviam se passado cinco

horas e começaram as exigências.

_A gente vai sair daqui tudo junto,na moral; disse uma

voz lá de dentro.

Do lado de fora não se podia ver as pessoas,só ouvir as vozes.

O tempo estava passando, eles disseram que sairiam com a mão para cima e isso não aconteceu.

De repente uma voz anuncia;

_Estamos saindo. Uma porta no fundo da joalheria se abre e começam a sair.

Os snipers estão à postos para derrubar o inimigo basta uma ordem de comando. Quando saíam da joalheria os que estavam na frente com as mãos levantadas, viram a quantidade de policiais que os aguardavam e decidiram voltar.

Os policiais vendo que desistiram de se entregar esperavam a ordem que veio primeiro aos snipers e dois disparos foram feitos e dois corpos foram ao chão.

A polícia agiu muito rápido, jogando bomba de gás lacrimogêneo no local e invadindo em seguida.

Lá dentro dois corpos no chão e mais disparos foram feitos.

Aqueles corpos que foram alvejados agora caídos no chão ensangüentados em meio a fumaça de gás gemiam e pediam socorro aos seus algozes policiais que os chutavam e mesmo agonizando foram algemados.

No meio da fumaça sete pessoas são resgatadas e três corpos ficam algemados, ensangüentados e agonizando no chão da joalheria.

Todos os outros foram levados para a ambulância e no meio do tumulto três dos resgatados saíram da mesma a pé. Roubaram um carro e sumiram ninguém mais viu.

Voltando à joalheria na identificação dos corpos que lá ficaram no chão algemados, ensangüentados, agonizando pedindo socorro agora em silêncio por estarem sem vida, descobriram ser um casal e uma vendedora, todos negros.

Os policiais disseram que, por não saberem quem eram os assaltantes suspeitaram do casal, pois o homem trajava bermuda, boné e tênis, a mulher mini saia e sandália e a vendedora uma linda mulher negra, disseram achar ser comparsa do casal.

As testemunhas que foram socorridas relataram que os assaltantes trajavam paletós e gravatas, os três tinham a pele clara, olhos azuis outro verde e aparentavam a idade aproximada de vinte e cinco a trinta anos.

Apesar de frustrado o assalto à joalheria, saíram todos

ilesos e prontos para outra em qualquer lugar, pois as características que possuem sabem que na sociedade racista não seriam culpados nem condenados tão pouco suspeitos.

Um comentário:

Andrio Candido disse...

É nóis cakis caraio, ai mano, loko hem, ai vou por no meu blog mano, e vou por o link do seu na sequencia!
abraços

Andrio Candido